“Então, ele apareceu. Ele apareceu na minha vida de mansinho. Eu apareci na vida dele devagarinho. Nós aparecemos na vida um do outro, sem pedir nada, sem cobrar nada, sem dizer nada. Depois, as palavras. Elas, que me seduzem. Elas, que me envolvem. Elas, que me aproximam. Foram as palavras que me aproximaram dele. E foram elas que me conduziram até o amor da minha vida. Entre uma palavra e outra, uma inquietação. Entre uma inquietação e outra, a curiosidade. Entre uma curiosidade e outra, um medo. Será? Entre um será e outro, um relâmpago chamado coragem. Fui. Ele veio. Nós fomos. Daquele dia em diante, não ficamos um dia sequer sem nos falarmos, seja por telefone, e-mail, mensagem, telepatia. Entre uma conversa e outra, um sentimento. Entre um sentimento e outro, o amor e, com ele, a definição. Sim. Sim. Sins.”

Clarissa Corrêa. (via florejaste)

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“O que pode um poeta sem o sofrimento? O poeta precisa de sofrimento tanto quanto de sua máquina de escrever.”

Charles Bukowski (via onirias)

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“Arabella não entende minha necessidade de escrever. O gozo quente da alma é ejaculado na poesia. Se ilude quem quer, até um cego pode ver que estou a beira da loucura. Me tranco num quarto escuro que agora chamo de caverna. Na minha caverna sou rei, o todo poderoso, o tal. Jorro versos aos montes no papel. Vinho é como uma chave de portal que libera a poesia presa em minhas entranhas. Pena que estou cada vez mais escasso, mais cansado e ela não entende que é a fonte de todo meu desespero e minha paz também. Arabella, me perdoe, eu só quero ser seu.”

Amsterdã, 1957.  (via epigrafar)

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